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Tecnologia para indústrias de Minas Gerais

A Origami Lab é uma empresa de tecnologia para indústria sediada em Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais (endereço: R. Silviano Brandão, 156 - 2º andar, Centro, Formiga - MG, 35570-112). Desenvolve software sob medida, integra ERP e chão de fábrica e automatiza processos que hoje dependem de papel, planilha e redigitação. Atende indústrias do Centro-Oeste mineiro — Formiga, Arcos, Pains, Divinópolis, Itaúna, Nova Serrana e região —, do restante de Minas e de outros estados. O trabalho começa com um diagnóstico de duas a quatro semanas dentro da operação e não substitui o ERP que a empresa já usa.

Origami Lab · Formiga, Minas Gerais · Software, integração e automação de processos para indústria

O Centro-Oeste de Minas não tem uma indústria. Tem várias, lado a lado: cal e calcário em Arcos e Pains, siderurgia e fundição em Divinópolis e Itaúna, calçados em Nova Serrana, manufatura sob encomenda espalhada pela região. Os produtos são diferentes. O problema de gestão costuma ser o mesmo.

A Origami Lab em Formiga e como atende a indústria mineira

A Origami Lab tem base em Formiga. Daqui, o Centro-Oeste mineiro fica a uma distância que permite estar na fábrica do cliente quando o trabalho pede — e ele pede em momentos específicos: no diagnóstico, no desenho do processo com quem executa, na implantação e no treinamento. Entre essas etapas, boa parte do desenvolvimento é feita à distância, com entregas curtas e revisão frequente.

O mesmo modelo vale para o restante de Minas Gerais e para outros estados. A distância muda a logística das visitas, não a forma de trabalhar.

O que fazemos é software: sistemas para o que o ERP não cobre, integração entre sistemas que não conversam e automação de processos administrativos e de operação. O que não fazemos é automação de máquina — programação de CLP, supervisório, instrumentação. Esse é trabalho de integrador de automação. Quando o equipamento já disponibiliza o dado, o software pode lê-lo; quando não disponibiliza, o caminho é outro, e dizemos isso no diagnóstico.

Arcos, Pains e Formiga: cal, calcário e mineração

A região de Arcos, Pains e Formiga é conhecida pela extração de calcário e pela produção de cal. É uma operação pesada, contínua e com margem sensível a custo de energia, manutenção e frete. Os pontos em que a gestão costuma perder informação são quase sempre os mesmos:

Onde o dado se perde
  • Apontamento de produção. O quanto cada forno, britador ou moinho produziu no turno, as paradas e o motivo delas ficam num caderno ou numa planilha preenchida no fim do dia. A diretoria vê o volume do mês, mas não sabe em que turno ele foi perdido.
  • Balança e expedição. O ticket da balança, o pedido e a nota fiscal vivem em lugares diferentes. Alguém confere um contra o outro e digita no ERP. Quando a fila de caminhões cresce, é exatamente essa conferência que atrasa.
  • Logística de carregamento. Qual caminhão carrega o quê, em que ordem e com qual produto costuma ser combinado por telefone e mensagem. A informação existe, mas não fica registrada em lugar nenhum.
  • Manutenção de equipamentos. Britadores, correias, fornos e pás carregadeiras param. Sem histórico por equipamento, a manutenção fica reativa, e o custo de uma parada não entra na conta de ninguém.
  • Qualidade e laudos. O cliente pede laudo da carga. O resultado do laboratório está numa planilha, o laudo é montado à mão e anexado depois.
  • Rastreabilidade. Quando um cliente reclama, a pergunta é de qual pilha, de qual lote, de qual dia saiu aquela carga. Responder leva horas, quando leva.

Nesse tipo de operação, o trabalho da Origami Lab seria fazer o dado nascer onde o fato acontece — no posto do operador, na balança, no laboratório — e chegar ao ERP sem redigitação. O ticket da balança vira informação de expedição e de faturamento; o resultado do laboratório vira laudo vinculado à carga; o apontamento do turno vira indicador no mesmo dia. A integração com o ERP segue o caminho que o fornecedor permitir: API, banco de dados ou arquivo, como descrito em integração de sistemas.

A parte da comunicação com motoristas é um problema que conhecemos de perto. Na Transportadora Cabral, construímos uma central do motorista via WhatsApp, integrada ao sistema da transportadora, com checklists padronizados. O setor é outro; a lógica de tirar a combinação do telefone e registrá-la é a mesma.

Divinópolis e Itaúna: siderurgia, fundição e metalurgia

Divinópolis e Itaúna formam um dos polos de siderurgia, fundição e metalurgia de Minas. São operações em que um erro de processo vira peça refugada, retrabalho ou lote inteiro devolvido — e em que a informação para evitar isso quase sempre existe, só que espalhada.

  • PCP. A programação da produção é feita numa planilha que só uma pessoa entende. Quando entra um pedido urgente, reprogramar exige refazer a planilha e avisar cada setor, um a um.
  • Chão de fábrica. A ordem de produção sai impressa, volta anotada e é digitada no fim do turno. O que aconteceu às dez da manhã chega à gerência no dia seguinte.
  • OEE. Disponibilidade, desempenho e qualidade de fornos, linhas de moldagem e centros de usinagem até podem ser calculados, mas com dado de véspera e apontamento incompleto. O número existe; ninguém confia nele o suficiente para decidir com base nele.
  • Qualidade. Análise química, ensaios e inspeção geram registros que ficam no laboratório. Ligar um defeito encontrado no cliente ao que aconteceu no processo depende de memória.
  • Manutenção. Fornos, refratários, pontes rolantes e máquinas de moldagem têm vida útil e histórico de falha. Sem esse histórico organizado, a parada não programada continua sendo surpresa.
  • Rastreabilidade de corrida e lote. Saber de qual corrida saiu uma peça, com qual carga de matéria-prima e em qual turno é o que protege a empresa numa reclamação. Em muita operação, essa ligação é feita no papel e não sobrevive a uma auditoria.

O que a Origami Lab costuma resolver nesse cenário é a camada entre a ordem de produção e o ERP: apontamento digital no posto, ligação entre ordem, corrida e lote, e indicadores de operação que a diretoria consegue ver no mesmo turno. O ERP continua cuidando de fiscal, estoque e financeiro. Os detalhes estão em apontamento de produção e integração entre ERP e chão de fábrica.

Nova Serrana: o polo calçadista

Nova Serrana é o principal polo calçadista de Minas Gerais. A produção é organizada por coleção, o prazo é curto e boa parte das etapas acontece fora da fábrica. Isso cria problemas de controle que o ERP genérico raramente cobre bem:

  • Pedidos. Pedidos chegam por representante, por lojista e por mensagem, cada um num formato. Consolidar o que foi vendido por modelo, cor e numeração costuma exigir uma planilha à parte.
  • PCP por coleção e grade. Um mesmo modelo vira dezenas de combinações de cor e numeração. Planejar corte, pesponto e montagem por grade, respeitando a data de entrega de cada pedido, é onde a planilha deixa de dar conta.
  • Estoque. Material, componente e produto acabado precisam ser controlados por grade. Estoque que não bate gera compra duplicada de um lado e pedido atrasado do outro.
  • Terceirização de etapas. Pesponto e outras etapas vão para facções. Saber quantos pares saíram, quantos voltaram, com qual prazo e quanto se deve a cada facção é, em muitas fábricas, controle de caderno.
  • Fornecedores. Solado, palmilha e componentes chegam de vários fornecedores, com prazos apertados. Um atraso num componente para uma linha inteira, e a fábrica descobre isso tarde.

Para uma fábrica de calçados, o trabalho seria conectar pedido, grade, ordem de produção e remessa para facção num fluxo só, com o ERP recebendo o que precisa para faturar. A Sindinova, sindicato do polo calçadista, é cliente da Origami Lab.

Manufatura sob encomenda: mobiliário, usinagem e retífica

Além dos grandes polos, a região tem muitas indústrias que produzem sob encomenda: mobiliário, usinagem, retífica, peças e montagens especiais. Aqui cada pedido é diferente do anterior, e o gargalo quase nunca é a máquina. É o fluxo do pedido.

O orçamento é feito numa ferramenta, o pedido confirmado vai para outra, a engenharia detalha num arquivo próprio e a produção recebe uma ordem impressa. Quando o cliente liga perguntando pelo prazo, alguém precisa atravessar a fábrica para descobrir.

Esse é o terreno em que a Origami Lab tem mais resultado registrado. Na Tecno 2000, de mobiliário corporativo, um software que centralizou o fluxo de pedidos levou a 80% de redução no tempo de planejamento de produção. Na Retífica Formiguense, de retífica e usinagem, em Formiga, o problema não era produção, era recebimento: construímos uma régua de cobrança automática via WhatsApp integrada ao ERP. Os dois casos seguem a mesma lógica — o processo já existia, só não estava num lugar só. Mais sobre esse tipo de trabalho em planejamento de produção.

O que essas operações têm em comum

Cal, aço, calçado e móvel parecem não ter nada a ver entre si. Do ponto de vista da gestão, repetem o mesmo padrão:

SintomaComo aparece na fábricaO que custa
O dado nasce no papelApontamento em caderno, ordem impressa, ticket conferido à mão.Uma pessoa redigitando e um erro de digitação em cada relatório.
O ERP não cobre a operaçãoO ERP resolve fiscal e financeiro; a produção vive numa planilha paralela.Dois números para a mesma coisa e uma reunião para decidir qual vale.
A informação chega tardeO turno de ontem aparece no relatório de hoje à tarde.Decisão tomada sem dado, e margem que vaza sem aparecer na contabilidade.
O conhecimento está numa pessoaSó um funcionário sabe programar a produção ou montar o laudo.Férias, doença ou saída dessa pessoa param um processo inteiro.

Nenhum desses problemas pede trocar o ERP. Pedem fazer o dado nascer uma vez, no lugar certo, e circular sem redigitação. É o que chamamos de automação de processos industriais e de gestão industrial em tempo real. A tecnologia envolvida é conhecida — aplicativo no posto de trabalho, integração com ERP e balança, painel de indicadores. A parte difícil é entender o processo real antes de construir.

Como a Origami Lab trabalha com indústrias da região

Começamos pelo diagnóstico: de duas a quatro semanas dentro da operação, acompanhando o processo como ele é, não como está no fluxograma. Ao fim, a diretoria recebe um mapa de onde o dado para, o que priorizar e em que ordem.

Depois vem a execução em ciclos curtos, com software em produção já no primeiro mês e desenho feito junto com quem opera. Implantamos, treinamos a equipe e acompanhamos até ela conduzir sem nós. O código e os dados são do cliente. O ERP continua sendo o ERP.

Os sócios têm passagem por Vale, AB InBev, Deloitte, Localiza, MRV, Inter, ESAB e Thoughtworks. Isso ajuda a reconhecer padrões de operação grande. Não substitui conhecer a sua fábrica, e por isso o diagnóstico é feito lá dentro.

Quando o projeto tem incerteza técnica real, parte do investimento pode ser financiada por Lei do Bem, FINEP ou FAPEMIG. Estruturamos esse caminho em acesso a capital. Nem todo projeto se enquadra, e isso também fica claro no começo.

Perguntas frequentes

Ficou alguma dúvida que não está aqui? Fale com a gente.

Sim. A Origami Lab tem base em Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e atende indústrias de toda a região — Arcos, Pains, Divinópolis, Itaúna, Nova Serrana e cidades próximas —, além do restante de Minas e de outros estados. A sede define a logística das visitas, não o raio de atendimento.

Sim, nas etapas que pedem presença. O diagnóstico é feito dentro da operação, de duas a quatro semanas; o desenho do processo é feito com quem executa; a implantação e o treinamento acontecem no local. Entre essas etapas, boa parte do desenvolvimento é feita à distância, com entregas curtas e revisão frequente.

Sim. O modelo de trabalho é o mesmo para indústrias de outros estados: diagnóstico presencial, desenvolvimento em ciclos curtos, visitas nas etapas de desenho e implantação. Muda o planejamento das viagens, não a forma de trabalhar.

Não. A Origami Lab faz software, integração entre sistemas e automação de processos. Programação de CLP, supervisório e instrumentação é trabalho de integrador de automação. Quando o equipamento já disponibiliza o dado, o software pode lê-lo e levá-lo para a gestão; quando não disponibiliza, isso aparece no diagnóstico.

Na maior parte dos casos, não. O ERP costuma cobrir bem fiscal, financeiro, estoque e faturamento; o que falta é a parte específica da operação — apontamento, PCP, balança, laudo, controle de facção. A Origami Lab constrói esse pedaço em volta do ERP e integra os dois pelo caminho que o fornecedor permitir: API, banco de dados ou arquivo.

O diagnóstico leva de duas a quatro semanas. Depois dele, a execução é feita em ciclos curtos, com software em produção já no primeiro mês. O prazo total depende do escopo priorizado no diagnóstico, do estado do cadastro e do que o ERP permite integrar.

Às vezes. Projetos com incerteza técnica real podem ter parte do investimento coberta por Lei do Bem, FINEP ou FAPEMIG. A Origami Lab avalia o enquadramento no início e estrutura esse caminho quando ele existe. Nem todo projeto se enquadra, e requisitos e prazos mudam entre exercícios.

A fábrica já sabe o que acontece. A diretoria precisa saber no mesmo turno.

A primeira conversa dura 30 minutos e serve para entender onde o dado da sua operação para. Se o caminho for simples, a gente diz — e às vezes é.